Medicina Dentária, Implantes Dentários

História da Medicina Dentária em Portugal

dentistas

A Medicina Dentária em Portugal foi ao longo da sua história exercida por profissionais credenciados em simultâneo com o praticante sem formação. Já no séc. XIII , existia a separação entre Medicina e Cirurgia sendo a arte dentária ligada à cirurgia. Inicialmente eram os barbeiros que se encarregavam de actos cirúrgicos simples. Através de uma Carta Régia , no séc. XVII, foi tornado obrigatório o exame dos cirurgiões , além de outras profissões, tais como os barbeiros . Dois anos depois foi instituída multa àquele que tirasse os dentes sem licença. Por volta do séc. XIX promulgou-se a reforma dos serviços de saúde e os cirurgiões dentistas foram autorizados a exercer a sua profissão mediante carta de exame e aprovação das escolas Médico-cirúrgicas do Reino. Em 1870 foi aprovado por decreto o exame para dentistas. Após implantação da República foi suspenso por lei o exame de dentistas , sendo a profissão exercida por licenciados em medicina. Mais tarde foi criada a disciplina de Estomatologia na Faculdade de Medicina. Nos últimos anos abriram escolas de Medicina Dentária a nível nacional quer em Universidades do Estado ou Universidades Privadas.

História dos Implantes Dentários

A reabilitação dos dentes perdidos é um aspeto importante na Medicina Dentária moderna. Como os dentes são perdidos em virtude de cárie ou por doença periodontal , há uma grande procura para a substituição em virtude da função mastigadora e da estética. Os métodos convencionais da reabilitação incluem a prótese total/parcial removível ou a prótese fixa. Cada método tem as suas próprias vantagens e desvantagens assim como diferentes indicações. As próteses removíveis são por vezes incómodas devido à remoção uma ou mais vezes por dia. O estigma da remoção dos dentes é um grande problema especialmente para a geração mais jovem. Durante séculos ,as pessoas tentaram substituir os dentes perdidos usando a técnica do implante de dentes. A origem dos implantes dentários começaram com as civilizações gregas, etruscas e egípcias. Essas civilizações empregaram diferentes materiais que variavam entre marfim, metal e osso. Alguns desses artefactos evoluíram para os implantes modernos que conhecemos hoje. Em 1809 , Maggido fabricou raízes de ouro que foram fixadas aos pivôs por meio de molas. Os implantes de ouro foram colocados nos locais das recém realizadas extracções, embora não ficassem totalmente submersas no osso. Em 1887,Harris fez a cirurgia de implante de um pino de platina recoberto com chumbo. Bonwell em 1895 usou ouro e tubos de irídio. Em 1913,Greenfield introduziu um implante na forma de cesto feito de fios de irídio-platina e soldado em ouro. Este sistema foi usado para suportar implantes simples, assim como próteses fixas parciais até oito implantes. Muitos outros materiais e desenhos foram feitos , porcelana, óxido de alumínio, safira, e carbono. Em 1952,Branemark desenvolveu um sistema de implante com rosca feito de titânio puro, o qual aumentou a popularidade dos implantes aos níveis atuais. Ao contrário dos anteriores, Branemark estudou todos os aspetos envolvidos no projeto do implante, incluindo dados biológicos, mecânicos, fenómenos fisiológicos e funcionais. O resultado foi um sistema de implante somente comercializado após 17 anos de extensos testes clínicos e estudos completos.