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Osteointegração

A osteointegração ou osseointegração é um processo fisiológico que "funde" um implante ao corpo humano. O organismo, naturalmente, regenera o osso em redor do elemento colocado, permitindo a integração do elemento cirúrgico no osso. No período inicial, com a inserção do implante, forma-se um coágulo e um tecido de granulação. Passados alguns dias (8 a 15), o osso em contacto direto com o implante, inicia o processo de absorção integrando o elemento cirúrgico como parte do corpo. O processo demora alguns meses até estar concluído. O material é bem aceite pelo corpo fornecendo uma ancoragem sólida com uma estrutura semelhante a uma raiz de suporte.

O que é a osteointegração de implantes dentários?

Os implantes são geralmente feitos de titânio. São dispositivos artificiais e inserem-se no osso do maxilar. Após osteointegração, fusão do osso e do titânio, substituem uma ou várias raízes de dentes perdidos. Depois da colocação e após um período de cicatrização ou repouso, ancorados e estáveis, são o suporte ideal para a coroa. As células do osso mandibular ou maxilar, vão envolver a superfície metálica do implante e prende-lo com segurança.

24 Horas

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7 Dias

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4 Semanas

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2 Meses

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O sangue é o primeiro elemento a estabelecer ligação com o titânio. Células sanguíneas, glóbulos e plaquetas iniciam o processo de contato com o tecido em redor. Estas células coladas involuntariamente ao parafuso vão produzir proteínas (citocinas). Inicialmente acontece a formação de um coagulo. Osteoblastos e outras células deslocam-se e ficam prisioneiras na superfície do metal. Este processo vai estimular o crescimento de novo osso.
Sete dias após a cirurgia forma-se uma base constituída por colagénio e osteoblastos (células do crescimento ósseo). Após catorze dias o implante fica ligado ao osso por fibras e vasos sanguíneos. O osso do maxilar é um tecido activo e a sua renovação acontece não só durante a osteointegração assim como durante a vida de cada pessoa.

Integrados, os implantes são ancoras fortes, raízes para suportar próteses híbridas e pontes, assim como coroas de cerâmica ou dentaduras fixas.

As três partes (componentes) de um implante dentário ou novo dente

A raiz de titânio apresenta-se como um pequeno parafuso em forma de rosca. Esta raiz funde-se com o osso do maxilar. As células ósseas crescem e envolvem-no em segurança. Firme, serve de suporte para uma coroa, ponte ou conjunto de dentes tais como uma dentadura fixa.
A segunda parte deste conjunto de peças, é o "abutment" ou "conector". Trata-se de um pequeno dispositivo que faz a ligação entre o parafuso e a coroa.
A terceira peça, é o novo dente propriamente dito. O dente é confecionado em laboratório e apresenta-se em cerâmica, metal cerâmica ou dentadura híbrida fixa.

Biocompatibilidade do titânio

A implantologia moderna orienta-se para a redução do tempo do tratamento através de protocolos com cargas imediatas. Nos últimos anos, estudam-se vários conceitos e design de implantes de dentes. As marcas oferecem uma panóplia de desenhos e formatos destas pequenas peças em titânio; cilíndricos, cónicos, em forma de rosca. Cada um deles com indicações precisas de diagnóstico e tratamento. A presença de roscas aumenta a área da superfície e beneficia a osseointegração.
O titânio é biocompatível com o corpo humano. Trata-se de um metal leve e forte, que suporta a força de uma mordida. Serve para inúmeros procedimentos médicos.

A falta de osso no maxilar para colocar um implante?

Nos dias de hoje é possível corrigir a falta de osso no maxilar. Quando não existe em quantidade suficiente, é possível reconstruir antes da cirurgia do implante. O aumento de osso é executado através de procedimentos de enxerto de osso ou elevação de seio. Os materiais para o enxerto são sintéticos, humanos ou de origem animal. Se está interessado em implantes dentários ou em tratamento para substituir dentes ausentes, visite-nos. O dentista explica-lhe tudo sobre este processo; a cirurgia, a integração e a fase protética do seu novo dente. Lembre-se que o implante dentário é o tratamento mais adequado para substituir a ausência de dentes.

Referencias/Bibliografia:
1. Reconstruction of the severely resorbed maxilla with boné grafting and osseointegrated implants: a preliminary report. Oral Maxillofac Surg 1957;48:27-32.
2.Inferior alveolar nerve repositioning in conjunction with placement of osseointegrated implants: a case report. Oral Surg Oral Med Pathol 1987; 63:263-8.

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