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Flúor e Cárie

O flúor dentário protege os dentes da doença cárie. Existem estudos que provam a diminuição da incidência da cárie quando este é adicionado nas doses recomendadas. É benéfico para os dentes porque aumenta a resistência do esmalte, anti bacteriano ou seja, impede o crescimento de bactérias, e intervém nos processos de remineralização da nossa boca. Quando ingerido durante a formação dos dentes torna o esmalte mais resistente. É encontrado no solo, na água, em algumas frutas e legumes em quantidades variáveis. Trata-se de um elemento químico do grupo dos halogénios e tem a aparência, no seu estado mais puro, de um gás amarelo esverdeado. É solúvel em água. É muito importante para a formação dos ossos e dos dentes. Na prevenção das cáries tem um papel fundamental desde que usado com moderação. O excesso de flúor provoca manchas nos dentes e denomina-se fluorose dentária.

Verniz de flúor

O verniz de flúor ajuda não só a proteger as superfícies oclusais mas também entre os dentes. O tratamento com verniz de flúor destina-se a crianças e adultos como prevenção contra o aparecimento de cáries e para aliviar a sensibilidade dentária.

Os vernizes de flúor têm normalmente uma concentração elevada de flúor, são usados em quantidades reduzidas de modo a serem seguros. Quando utilizados, os vernizes libertam lentamente flúor durante várias horas.

O dentista seca ligeiramente o dente e aplica o verniz com um instrumento dentário, o verniz seca rapidamente permitindo prosseguir o dia-a-dia sem limitações. Alguns vernizes de flúor têm alguma coloração mas dissolvem-se logo que o princípio ativo se liberta.

Fluorose dentária

O excesso de flúor durante os primeiros anos de vida causa a aparição de manchas brancas nos dentes. A estas manchas brancas dá-se o nome de fluoreto dentária. A fluoreto surge com a administração excessiva de suplementos de flúor. Trata-se de uma alteração na formação do esmalte e a sua aparência é uma capa cobrindo a coroa de um dente.

A doença fluoreto dentária apresenta vários níveis de severidade; esmalte do dente branco, a perda da superfície do esmalte, linhas brancas, finas ou opacas.

Como se absorve?

O sistema digestivo, através do estômago e intestino, é o principal responsável pela absorção de flúor. Depois de absorvido na água potável ou com os alimentos, passa para o sangue e fixa-se nos ossos e dentes.

Como se administra?

Tal como já referimos, através da via sistémica pelos alimentos tais como o sal, os cereais, o leite. Através de suplementos em gotas ou comprimidos, na água de consumo público. A outra forma é a via tópica, ou seja, dentífricos com vernizes de flúor (verniz fluoretado).

O flúor é tóxico?

Pode ser tóxico se ingerido em doses excessivas, mas os poucos casos conhecidos estão relacionados com a sua ingestão acidental de comprimidos ou colutórios.

Fontes de flúor

A água de consumo, do mar e a engarrafada. O leite, a cenoura, chá preto, laranja, peixe, tomate, batata, cereja, alface e muitos outros alimentos. Os dentífricos são importantes fontes de fluoretos.

Benefícios

O uso moderado beneficia milhões de pessoas em Portugal e no mundo, contribuindo para a diminuição da cárie dentária. Ou seja, o nível frequente de flúor na boca reduz a perda dos minerais da cavidade oral. A doença cárie tem maior dificuldade em alastrar.

Recomendações

É fundamental a utilização de flúor em doses adequadas. Os pais devem promover a escovagem dos dentes com dentífricos com fluoretos. É de evitar a ingestão sistemática de dentífrico com flúor porque pode causar a fluorose dentária. Durante a gravidez, a ingestão de suplementos não é recomendada. O ideal será o contato do fluor com os dentes. A restrição de forma sistémica de suplementos a crianças com menos de 8 anos de idade pode ser aconselhada. A administração às crianças tem sido alvo de alguma controvérsia nomeadamente o conselho das aplicações tópicas ou de comprimidos e gotas. Ainda assim, e de uma forma geral, promove-se a escovagem dos dentes com pastas com fluoretos.

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Aplicação Tópica Flúor 10 €

Fontes e bibliografia:
American Dental Association Council on Scientific Affairs. A aplicação de fluor tópico. Jada 2007.
Buzalaf Mar. Fluoretos e saúde bucal. Livraria Santos Editora.
Levy SM.Review of fluorides exposures and ingestion. Community Dent Oral Epidemiol, 1994.
Von Amann GP. Programa nacional de saúde oral. Ministério da Saúde de Portugal. Direção Geral de Saúde, 2005.