Halitose

halitose, mau hálito
O termo médico que define a presença de mau hálito denomina-se por halitose. Estima-se que cerca de 30% da população mundial possa padecer desta patologia independentemente do sexo, classe social ou idade.

Desde à milhares de anos que se encontram referências e alusões à halitose e à sua problemática. É sempre considerado um agente de embaraço social. As religiões com impacto mundial atribuem a esta patologia uma conotação espiritual negativa. Os sacerdotes judeus com halitose estavam proibidos de realizar serviços consagrados. A teologia islâmica refere a importância de limpar os dentes com um palito de madeira durante o período do Ramadão com o objetivo de prevenir o mau cheiro. Os hindus afirmavam que a boca deveria ser mantida limpa especialmente antes das orações porque era a porta de entrada do corpo.

A presença de hálito desagradável é sempre indício de atividade bacteriana anormal ou de organismo fisiológico alterado.

Causas do mau hálito

  • Doença periodontal, cáries dentárias, diabetes, infeções das vias respiratórias, refluxo gastro esófago.
  • Hábitos tóxicos como o tabaco, álcool.
  • Stress ;o sistema nervoso produz menor secreção salivar que afeta a limpeza e a sua renovação.
  • Contágio como o beijo. As pessoas têm uma grande diversidade de bactérias na boca que podem transitar de pessoa para pessoa através do beijo.
  • Causas hereditárias.
  • Existem medicamentos que podem induzir e agravar o mau odor tais como antidepressivos e antibióticos. Hábitos alimentares com jejuns prolongados, dietas pobres em hidratos de carbono, dietas ricas em gorduras, ingestão reduzida de líquidos contribuem para agravar os sintomas.

Efeitos psicológicos

A imagem pessoal é muito importante nas relações interpessoais. Um cheiro desagradável é considerado antiestético e perturba o normal relacionamento entre os indivíduos.

Quando se tem consciência do mau hálito a manifestação comportamental é a de cobrir a boca ao falar, manter uma maior distância quando se conversa ou evitar relações interpessoais.

Esta patologia provoca ansiedade, constrangimento, insegurança e hábitos compulsivos como escovar excessivamente os dentes.

Tratamentos existentes

  • Existem antisséticos orais, elixires e colutórios considerados terapêuticos.
  • Tratando a via sistémica é possível eliminar algumas patologias associadas à halitose. É muito importante identificar o distúrbio ou a causa que desencadeia o problema para proceder ao tratamento adequado.
  • Em muitos casos a terapêutica é farmacológica.
  • Uma alimentação rica e equilibrada assim como a ingestão de líquidos contribui para a diminuição de odores indesejados.
  • A terapia pode ser psicológica e cognitiva no caso da halitofobia.

Cuidados preventivos

  • Evite a ingestão de alimentos com odor forte que provocam halitose pela via oral e via sistémica.
  • As cáries dentárias podem originar um mau odor. A procura de um dentista para identificar e tratar as cáries é fundamental assim como a doença periodontal.
  • Não fume e evite bebidas alcoólicas.
  • Escovar os dentes com uma frequência superior a quatro vezes ao dia previne o seu aparecimento.
  • Existem aparelhos que diagnosticam a halitose . A metodologia utilizada inclui a obtenção de uma colheita do ar expirado.
  • Se detetar que tem halitose procure um profissional de saúde habilitado.